CHÃ DE ALEGRIA

Fundada em 20 de dezembro de 1963, o município de Chã de Alegria fica a 52 km da capital pernambucana, Recife, e, é uma cidade história marcada pelo cultivo principalmente da cana-de-açúcar. Mas apesar do seu ano de fundação datar do século XX, sua origem vem desde o século XVIII.

As terras onde hoje se localiza Chã de Alegria pertenciam a Olinda. Uma neta de Duarte Coelho Pereira doou ao preto David Pereira do Rosário na segunda metade do século XVIII. Naquela época era uma grande parte de mata virgem; era ainda uma região com uma lagoa que ficou conhecida como Lagoa Grande. Além da Lagoa, as águas da região são dos rios Goitá, Aratangi, e dos riachos Palheta, Café, Urubas e Salgado.  Foi próximo a Lagoa Grande que David Pereira do Rosário resolveu morar.

Segundo historiadores, David deve ter sido um escravo dos Pereira, por isso recebeu esse nome e, deve ter recebido como madrinha de batismo a Senhora do Rosário. E claro, que a chã que fica entre Paudalho, Glória do Goitá, Vitória de Santo Antão e São Lourenço da Mata, foi um lugar de alegria para David, que além da terra, deve ter recebido também a liberdade. Ainda segundo historiadores, David parece que era corcunda, por isso os negros que foram morar com eles naquela terra eram chamados de Pretos do Corcovado.  Depois este patrimônio passou a pertencer aos pretos de Cocovardo. Mas a Chã tinha que ser de Alegria e a igreja construída no vilarejo foi dedicada a Nossa Senhora do Rosário. Os pretos do Corcovado construíram as suas casas de taipa e na Rua do Rosário começou o que hoje a cidade de Chã de Alegria. Os pretos Corcovado iniciaram a exploração do território, construindo diversas casas de taipa, uma pequena casa de oração, iniciando assim o povoamento de uma "chã" com poucas casas, porém muito alegre, vindo aí o nome adotado até hoje: Chã de Alegria, cujo gentílico de quem nasce na cidade é alegriense. Chã também é considerada uma região plana e quase sempre fica no alto de uma serra. Uma característica da Mata Norte é que suas terras são altas, em média de cinquenta a cem metros de altitude. Talvez por isso também a origem de seu nome.

O município passou a ser distrito de Glória do Goitá, quando Glória passou a ser município no dia 9 de julho de 1877. Elevou-se a categoria de vila através do ato nº35 do decreto nº06 de 12 de janeiro de 1931. E, em 20 de dezembro de 1963, através da Lei nº4985, elevou-se a categoria de cidade, durante o governo do Sr. Miguel Arraes de Alencar, sendo seu primeiro prefeito nomeado Vicente Pereira de Queiroz, que governou um ano e três meses. Assim, a antiga Timbó dos Negros passou a ser a cidade de Chã de Alegria.  Mas, ainda hoje existindo uma propriedade denominada com o título de Timbó dos Negros, que foi doada a Paróquia de Nossa Senhora do Rosário. As primeiras casas de Chã de Alegria tiveram sua formação inicial na atual Rua do Rosário lá pelo ano de 1842.

Atualmente o simpático município de Chã de Alegria tem 13.206 habitantes e um de seus orgulhos é que sua cidade também é conhecida por ser a “terra do banho de cheiro” por ser essa uma das características do seu carnaval, além dos Maracatus de Baque Solto, Pavão Dourado e Leão Vencedor. A riqueza econômica do município vem das 18 toneladas de cana de açúcar, das 900 toneladas de mandioca, das 300 toneladas de banana, além da produção de maracujá, coco da baía e abacaxi. Além disso, Chã de Alegria tem rebanhos de equinos, bovinos, além de ser um grande produtor de galináceos.

Rua Siqueira Campos, 115, Chã de Alegria - PE
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